Mostrando entradas con la etiqueta CURIOSIDADES. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta CURIOSIDADES. Mostrar todas las entradas

sábado, 30 de abril de 2011

Em 1942 Ucrânia e Alemanha travaram o Jogo da Morte, uma partida de futebol reinventada pela propaganda soviética.


Jornal O Globo: 29/04/2011


Agosto de 1942.  No meio da guerra, com a Alemanha se expandindo por toda a Europa, um embate entre dois times amadores, um ucraniano e outro alemão, está prestes a acontecer. A disputa, travada no tímido Zenith Stadium, em Kiev, é ainda hoje cercada de boatos e associada ao fim trágico de, pelo menos, cinco atletas. Não à toa, é conhecida como Jogo da Morte. Uma nova versão do embate, entretanto, vem sendo objeto de estudos.

Vencida pelos ucranianos por 5 a 3, a partida foi maquiada de tal forma pela propaganda stalinista que seus reais acontecimentos só foram conhecidos muito após a queda da União Soviética. Ainda assim, a versão fantasiosa permanece sendo a mais divulgada. E foi graças a ela que seus jogadores ganharam estátua no estádio - rebatizado para Start Stadium, nome do time vitorioso -, dois filmes e pelo menos dois livros. Talvez a pesquisa mais extensa tenha sido do escritor britânico James Riordan, autor de "The Match of Death" (O jogo da morte, em tradução livre), que entrevistou filhos de jogadores e pessoas que viram a partida.

Em 1942, a Ucrânia era apenas uma das colônias do Terceiro Reich. Mas o império nazista já encontrava pedras em seu caminho pela Europa. Adolf Hitler, que alcançara o zênite de seu poder dois anos antes, via seu exército ser gradualmente escorraçado da União Soviética.

Os ucranianos resistiram o quanto puderam à ocupação. Até 15 milhões deles teriam morrido durante a Segunda Guerra Mundial. Sua contestação aos alemães fez Hermann Goëring, fundador da Gestapo, determinar a morte de todos os homens com mais de 15 anos.

A cúpula do Reich foi ainda mais longe: nomeou como administrador do novo território Erich Koch, um dos mais sanguinários comandados de Hitler. Seus sentimentos em relação ao território que governava podem ser resumidos em sua frase: "A Ucrânia não existe... é apenas um conceito geográfico."

Os punhos de ferro de Koch eram, volta e meia, desafiados por rebeldes. Em setembro de 1941, uma horda de revoltosos atacou o Hotel Continental de Kiev e o quartel-general alemão na cidade. A truculência habitual pôs tudo nos eixos algum tempo depois, mas um homem viu, em meio àquele desespero, a oportunidade para tirar um velho sonho do papel.

Otto Schmidt nasceu em Kiev, mas era alemão. Diferentemente do governador, com quem tinha trânsito livre, tratava os ucranianos humanamente. Chegava a admirá-los - ao menos no futebol. Schmidt era torcedor inveterado do Dínamo Kiev, um dos principais do país, cujos campeonatos esportivos foram abolidos desde a chegada dos nazistas.

Saudoso do escrete, Schmidt empregou, em sua padaria, todos os ex-jogadores do Dínamo que passavam por seu caminho - começando pelo goleiro Nikolai Trusevich, que ajudou a encontrar os demais.

O empresário estava em plena busca pelos antigos ídolos quando houve o ataque ao quartel nazista. Schmidt, então, propôs ao governador Koch a realização de um campeonato de futebol. Seria a forma perfeita para levantar o moral do Reich após as investidas "terroristas". A Alemanha montaria uma equipe entre os soldados que estavam à serviço na Ucrânia. Seus adversários seriam forças de outros países aliados a Hitler - Hungria, Romênia, Itália e Eslováquia. E a padaria, claro, também teria sua seleção.

Koch comprou a ideia, mas com ressalvas. Como o nome Dínamo Kiev fora criado por comunistas, a padaria entraria em campo de embalagem nova - nascia, assim, o FC Start. Alguns jogadores da equipe ucraniana também foram barrados, supostamente por envolvimento com atos terroristas.

Recusa em fazer a saudação nazista

Os pitacos do governador não atrapalharam o baile do Start, que, com seus atletas ex-profissionais e de condicionamento físico razoável, superou sem dificuldades os adversários - um deles foi pisoteado por 14 a 1. Até chegar à partida contra a Alemanha, com direito a Goëring na arquibancada.

O encontro não começou bem. O escrete da padaria entrou em campo de vermelho - uma cor sensível para os alemães, antibolcheviques como eram. Os ucranianos tampouco fizeram a saudação nazista. No lugar de "Heil Hitler", gritaram "Fizkult - ura, ura, ura!", uma tradicional saudação soviética antes das partidas de futebol.

Ao início potencialmente bélico seguiu-se uma partida tensa, mas leal. Segundo uma testemunha ouvida por Riordan, o pesquisador britânico, "os times apertaram as mãos, posaram para uma fotografia juntos e foram para casa".

Algum tempo depois, com o triunfo já esquecido, um funcionário da padaria pôs vidro em uma remessa de pães destinada a oficiais nazistas. A sabotagem foi percebida pelos militares, que invadiram a fábrica e mataram 300 pessoas - entre elas, cinco atletas do FC Start. Nem os esforços diplomáticos de Schmidt conseguiram deter o massacre.

Em novembro de 1943, Koch e seus comandados tiveram de bater em retirada. O Exército soviético, que vinha obtendo sucessivas vitórias sobre as forças de Hitler, finalmente retomou Kiev. Mas, ao menos na padaria, a mudança não foi motivo de comemoração. Logo após chegar à cidade, a polícia secreta de Stalin foi ao estabelecimento e prendeu os boleiros sobreviventes do FC Start, acusados de "colaboração".
"Os atletas do Jogo da Morte tiveram sorte", escreveu Riordan. "Em vez de matar estes 'colaboradores', a polícia secreta e os líderes comunistas locais inventaram um mito."

De presos a heróis

Riordan apurou que alguns jogadores ficaram até quatro meses presos. Nesse período, a propaganda soviética criou uma nova versão dos acontecimentos do Zenith Stadium. Uma partida banal transformou-se em símbolo da bravura esperada de todos os comunistas. E os novos heróis nacionais estavam proibidos de contar a verdade - eles só puderam sair da prisão após concordarem em divulgar a fantasia concebida pelo Kremlin.

A versão stalinista é, até hoje, a mais conhecida do episódio - e a responsável pelo apelido macabro por que é conhecido o jogo. Segundo ela, a equipe da padaria era composta por atletas esfomeados, um retrato fiel do que era a população ucraniana durante o domínio nazista. Os alemães, por sua vez, estavam representados pela seleção da Luftwaffe, a Força Aérea do Reich. Jogadores talentosos, experientes e nutridos.

Além da diferença física, o árbitro, no relato stalinista, não se destacava pela neutralidade. Era um oficial do serviço secreto nazista, que, antes do jogo, desceu ao vestiário ucraniano para deixar claro o que deveria acontecer em campo: "Vençam e morram, percam e sobrevivam". Durante a partida, apitou, à toa, diversas vezes em que a equipe da padaria chutava a gol, invalidando os lances.

Apesar da ameaça e do juiz inescrupuloso, a Ucrânia teria encarado o desafio como uma grande exaltação patriótica. Assim, bicou para longe as combinações e despachou a seleção alemã com uma vitória por 5 a 3. Alguns jogadores pagaram com a vida: foram torturados, ou levados a campos de concentração, ou os dois.
"Como o nariz de Pinóquio, o mito cresceu e cresceu", conta Riordan. "Os sobreviventes da partida foram recebidos como heróis até mesmo na República Democrática Alemã (que integrava o bloco soviético). Mas a história inteira nunca será conhecida, uma vez que o último jogador morreu em 1998."

lunes, 7 de febrero de 2011

Ratlines, a rota de fuga para America Latina

Klaus Barbie, durante seu julgamento em Lyon (França)

As ratlines (em português, literalmente, linhas de ratos) eram sistemas de fuga para nazistas que deixavam a Europa no final da Segunda Guerra Mundial após a derrota das Potências do Eixo. Estas rotas de fuga terminavam geralmente em locais seguros na América do Sul, particularmente na Argentina, Paraguai, Brasil e Chile. 

Uma destas, era administrada pela ODESSA (Organisation der ehemaligen SS-Angehörigen, Organização de ex membros da SS), rede organizada por Otto Skorzeny. 

O bispo católico Alois Hudal, membro honorário do NSDAP, era reitor do Pontifício Instituto Teutônico Santa Maria dell'Anima em Roma, e depois do final da guerra na Itália, Hudal passou à defender alguns dos prisioneiros de guerra na Itália.  Hudal ajudou à escapar criminosos de guerra nazitas procurados, entre os que se encontravam Franz Stangl, comandante de Treblinka, Gustav Wagner, comandante de Sobibor, Alois Brunner, responsável do campo de internação de Drancy, perto de Paris e Adolf Eichmann.

Em seu livro The Real Odessa (A Verdadeira Odessa) de 2002 o pesquisador argentino Uki Goñi mostrou que arquivos de diplomatas argentinos e funcionários tinham consciência, sobre as instruções do Perón, que incentivavam prisioneiros de guerra nazistas e fascistas para ir para a Argentina. De acordo com Goñi os argentinos não só colaborou com os ratline, como estabeleceram seus próprios ratlines percorrendo a Escandinávia, Suíça e Bélgica. De acordo com Goñi, na Argentina, o primeiro chegada de nazistas foi em Janeiro de 1946.


Algunos famosos criminosos de guerra nazis como Adolf Eichmann, Franz Stangl, Gustav Wagner, Erich Priebke, Klaus Barbie, Edward Roschmann, Aribert Heim, Andrija Artuković, Ante Pavelić e outros como Walter Rauff, Alois Brunner e Josef Mengele.

miércoles, 7 de julio de 2010

A última foto de Adolf Hitler

Esta foto é considerada a última imagem de Hitler em vida, tirada provavelmente dois dias antes de sua morte, em 30 de abril de 1945.

Na imagem podemos ver Hitler do lado de fora de seu bunker, avaliando os danos causados pelos bombardeios aliados em Berlim. Com a Alemanha em ruínas após 6 anos de uma dura guerra, e com o avanço das tropas soviéticas sobre Berlim, Hitler decidiu tirar sua própria vida. Antes de fazê-lo, ele se casou com Eva Braun, e em seguida, ditou seu testamento à sua secretária, Traudl Junge.

Em 30 de abril de 1945, Eva Braun e Adolf Hitler, se despediram de suas secretárias, auxiliares e oficiais mais próximos, e se retiraram aos seus aposentos. No final da mesma tarde, após escutar um disparo, seu assistente pessoal os encontrou mortos sentados no sofá.

Eva Braun havia tomado ciaruneto enquanto Hitler, além de ingerir o mesmo veneno, deu um tiro na cabeça, com certeza para garantir uma morte segura.

martes, 25 de mayo de 2010

A Batalha de Iwo Jima (Operação Detachment) foi travada entre os Estados Unidos e o Japão, entre fevereiro e março de 1945, durante a Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Como resultado da batalha, os EUA ganharam controle da ilha de Iwo Jima e os campos aéreos localizados nessa mesma ilha.

O combate foi intenso, em parte devido à preparação japonesa, e as tropas norte-americanas capturaram o ponto mais elevado da ilha, o Monte Suribachi, perdendo 6.812 homens. O motivo para a invasão de Iwo Jima era capturar os seus campos aéreos de modo a fornecer um local de aterragem e de reabastecimento para os bombardeiros norte-americanos no avanço para o Japão, enquanto também tornava possível a escolta dos bombardeiros por caças.

A imagem mais famosa desta batalha é o hasteamento da bandeira norte-americana pelos marines no cume do Monte Suribachi, que é a foto principal deste post.

Dois hasteamentos

Na verdade, ocorreram dois hasteamentos da bandeira, ambos registrados pelo fotógrafo Joe Rosenthal, que faleceu em agosto de 2006. O tenente-coronel em comando ordenou que fosse feito um segundo hasteamento, dessa vez com uma bandeira maior, para que ficasse mais visível para todos. A segunda bandeira tinha cerca do dobro do tamanho da usada no primeiro hasteamento.

foto original tirada por Joe Rosenthal

A foto do segundo hasteamento acabou se tornando uma das imagens mais famosas da Segunda Guerra Mundial e a mais bem explorada pela propaganda de guerra. A cena foi reproduzida em inúmeros cartazes e selos comemorativos. Essa foto rendeu um prêmio Pulitzer, o "Oscar" do jornalismo norte-americano, para Rosenthal. Fato semelhante na Segunda Guerra Mundial ocorreria no dia 30 de abril daquele ano: durante a batalha de Berlim, os soldados soviéticos hastearam duas vezes a bandeira da União Soviética no prédio do Reichstag (foi feito um segundo hasteamento porque o primeiro não havia sido fotografado).

Seis soldados participaram do hasteamento, mas na foto um deles não está visível. Três dos soldados que participaram do evento acabaram morrendo durante combates em Iwo Jima. Segundo relatos de veteranos, a bandeira hasteada elevou a moral dos combatentes norte-americanos na ilha. O fato foi comemorado, mas a batalha ainda estava longe do fim.

lunes, 17 de mayo de 2010

Coquetel Molotov

O coquetel molotov é uma arma incendiária geralmente utilizada em protestos e guerrilhas urbanas. A sua composição mais frequente inclui um líquido inflamável, geralmente petróleo ou gasolina e eventualmente um agente que melhora a aderência do combustível ao alvo, misturados no interior de uma garrafa de vidro, e pano embebido do mesmo combustível na mistura de pavio.

O nome deriva de um diplomata russo Vyacheslav Mikhailovich Molotov, e foi atribuído, por ironia, pelos finlandeses durante a invasão soviética na Guerra de Inverno em 1939. O Comissário de Relações Exteriores afirmou em programas de rádio que os soviéticos não estavam jogando bombas sobre os finlandeses, e sim lhes fornecendo alimentos. Esses últimos passaram a chamar as bombas de "cestas de pão de Molotov". e a denominar suas bombas artesanais de "Coquetel Molotov"

miércoles, 28 de abril de 2010

A banda Joy Division e os bordéis nos campos de concentraçao nazistas

Os nazistas obrigaram mulheres a se prostituir em um sistema de bordeis nos campos de concentração, visando a elevar a produtividade entre os prisioneiros na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A revelação foi feita pelo escritor Robert Sommer, que lança agora o livro livro Das KZ Bordell (O Bordel do Campo de Concentração). Segundo ele, o chefe de segurança de Adolf Hitler, Heinrich Himmler, montou os bordeis e criou um sistema de bônus que os prisioneiros dos campos podiam usar para comprar privilégios: cigarros ou sexo.

“Himmler acreditava profundamente na potência sexual dos homens. Pensava que o uso de bordeis poderia forçar os prisioneiros a trabalhar mais”, disse Sommer. O primeiro bordel foi criado no campo de concentração de Mauthausen, em 1942. Em seguida o programa foi levado a dez outros campos, incluindo Buchenwald, Dachau, Ravensbrueck, Sachsenhausen e Auschwitz.

O último foi criado em 1945, meses antes do término da guerra, no campo de Mittelbau-Dora, onde eram construídos foguetes V2.

Os guardas da SS (polícia política)não podiam frequentar os bordeis, que também eram proibidos para os judeus e os prisioneiros de guerra russos, disse Sommer. “Um prisioneiro alemão só podia procurar uma mulher alemã. Um prisioneiro polonês só podia ir a uma mulher polaca”, disse.

Cerca de 200 mulheres foram usadas como trabalhadoras sexuais, em sua maioria alemãs, mas também polonesas e ucranianas, além de uma holandesa.

Elas eram prisioneiras políticas e mulheres rotuladas pelos nazistas como “antissociais”, como mendigas, desempregadas ou alcoólatras. A SS recrutava mulheres que faziam trabalhos forçados, onde elas sabiam que não sobreviveriam muito tempo.

A banda pós-punk inglesa Joy Division

Joy Division foi uma banda pós-punk formada no ano de 1976, em Manchester, Inglaterra. A banda acabou em 18 de Maio de 1980 após o suicídio do vocalista e guitarrista, Ian Curtis.

O primeiro nome da banda era Warsaw, inspirado numa música de David Bowie "Warszawa" (do álbum Low). A banda Warsaw teve o seu primeiro concerto a 29 de Maio de 1977 como banda suporte de Buzzcocks e Penetration no Electric Circus.

Já existindo uma banda chamada Warsaw Pakt, decidiram mudar o nome da banda para Joy Division nos finais de 1977. "Joy Division" era o nome de uma casa de prostituição de uma série chamada The House Of Dolls (1965). Esse nome teve origem nos campos de concentração nazistas, e serviam justamente para designar a área reservada às prostitutas.

O album "An Ideal for Living", lançado pela banda em 1978 traz na capa uma ilustraçao que nos faz lembrar a Juventude Hitlerista:


É importante destacar que a banda Joy Division nao tinha simpatia ao regime nazista. Em uma entrevista nos 80, Stephen Morris declarou que a "obsessão" do grupo com o imaginário nazista veio de um desejo de manter viva a memória de sacrifício de seus pais e avós, durante a II Guerra Mundial. Ele argumentou também que as acusações de simpatia ao nazismo só fizeram que eles continuassem a utilizar este tipo de tema em seu trabalho, já que a banda sempre foi conhecida pelo seu estilo polêmico.

miércoles, 10 de marzo de 2010

Senta a pua !!!!!

Senta a Pua! é o símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB), tendo suas origens na Segunda Guerra Mundial.

O símbolo foi criado pelo então Capitão Aviador, depois Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, Comandante da Esquadrilha Azul, e todos os elementos do símbolo tem uma explicaçao: .

- Faixa externa verde-amarela - o Brasil
- Quepe do avestruz - piloto da Força Aérea Brasileira
- Escudo - a robustez do avião P-47 Thunderbolt e proteção ao piloto.
- Fundo azul e estrelas - o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul
- Pistola - poder de fogo do avião P-47 Thunderbolt
- Nuvem - o espaço aéreo
- Fumaça e estilhaços - a artilharia antiaérea inimiga
- Fundo vermelho - o sangue derramado pelos pilotos na guerra

O avestruz, simbolo maior do Senta a Pua é um caso a parte, que merece uma explicaçao mais detalhada. Abaixo, reproduzimos o depoimento do seu próprio criador, o Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira:
"....E lá em Nova York era aquele bando de gente com aquele quepe branco, pareciam mesmo avestruzes, e ainda por cima comendo as coisas mais disparatadas para o brasileiro: feijão com açúcar, leite em pó, café ralo parecendo um chá ... Nós comíamos aquilo, e só mesmo um estômago de avestruz para agüentar a dieta. Bom, isso é só uma introdução para dizer que durante a viagem no Colombie alguém disse: “ Nós precisamos bolar o nosso símbolo”, e na discussão, disseram: “A coisa que mais nos caracteriza aqui é o fato de nós sermos ‘avestruzes', comendo essas coisas”.

Todos acharam uma boa idéia, e ficou a pergunta: “Quem é mais parecido com avestruz aqui?”. “O Lima Mendes”, concordou o grupo. Aí eu pedi para o Lima Mendes pousar um pouquinho, fiz a caricatura dele, depois adaptei a cara do avestruz e acrescentei as cores , tudo com um significado especial. Então veio o termo ‘SENTA A PUA' , trazido pelo Tenente Rui Moreira Lima. ‘Senta a pua' era um termo do Norte, e o comandante dele chamado Capitão Firmino, mais conhecido como Firmino da Paraíba , toda vez que ia entrar em ação, fazer alguma coisa, dizia: “Senta a Pua !”. O Rui sugeriu: “Que tal ‘Senta a Pua' ?” e todos concordamos.

Estávamos ao redor de uma mesinha no navio: eu, Lima Mendes, Rui, o Meira - se não me engano- então eu desenhei o símbolo. Tem a nuvem, que é o chão do avião, o vermelho que é o céu de guerra, o escudo que representa o cruzeiro do sul ... Armei o avestruz com uma pistola que era o “tiro”, depois botei o quepe. Quando nós entramos em combate e começamos a ‘levar tiro' dos alemães, fizemos mais um “flak” (explosão) estourando perto do avestruz. É essa a história do ‘Senta a Pua': muito simples e eu acho que engraçada também ... bem humorada. ”


martes, 16 de febrero de 2010

Triângulos do Holocausto


A figura acima mostra um gráfico com as marcações de prisioneiro usados em campos de concentração alemão. A lista de categorias de marcas verticais para os seguintes tipos de presos: político, criminoso profissional, emigrante, Estudantes da Bíblia (como as Testemunhas de Jeová eram então conhecidas), homossexuais, e outras nacionalidades. As categorias horizontais começam com as cores básicas, e depois mostram os reincidentes, os judeus, judeus que tenham violado as leis raciais por ter relações sexuais com arianos e arianos que violaram leis raciais por ter relações sexuais com os judeus. No canto inferior esquerdo, P é para poloneses e T para tchecos. Os símbolos restantes dão exemplos de padrões de marcação.

Os campos de concentração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, possuíam um sistema de figuras geométricas em forma de triângulos, para auxiliar na identificação do tipo de pessoa que a portava. Alguns historiadores dizem invertidos, contudo isso, é com respeito a cor, as inclinações e a sobreposição das figuras que se baseavam os critérios para classificação dos segregados em seus respectivos campos.

Os triângulos

Face ao enorme remanejamento nos campos de concentração alemães e para efeito de transporte de prisioneiros que cumpriam tarefas fora dos campos, em vez de números, os administradores tiveram de elaborar uma engenhosa solução gráfica de identificação, que facilitava-os no monitoramento entre outros cidadãos que trabalhavam nas indústrias bélicas. Esses prisioneiros, requeridos a serviço dentro ou fora dos campos, eram obrigados a usar triângulos coloridos nas vestes para sua rápida identificação ao longe. Eram as cores dos triângulos que facilitavam identificar tanto o campo de origem do prisioneiro como seu idioma. Como esses campos eram organizados para atender o idioma dos prisioneiros, a nacionalidade e/ou preferência política, alguns historiadores entenderam que os triângulos teriam a obrigação de responder sua etnia (no sentido de raça e religião). Desse modo, com ou sem etnia, as cores variariam muito de campo para campo e de lugar para lugar. As tonalidades mais comuns correspondiam aos campos mais populosos.

Como exemplo

Amarelo
Judeus - dois triângulos sobrepostos, para formar a Estrela de Davi, com a palavra "Jude" (judeu) inscrita; mischlings i.e., aqueles que eram considerados apenas parcialmente judeus, muitas vezes usavam apenas um triângulo amarelo.

Vermelho
Dissidentes políticos, incluindo comunistas, sociais-democratas, liberais, anarquistas e maçons.

Verde
Criminoso comum. Criminosos de ascendência ariana recebiam frequentemente privilégios especiais nos campos e poder sobre outros prisioneiros, sendo como exemplo Kapos ou chefes de block.

Púrpura (roxo)
Basicamente aplicava-se a todos os objectores de consciência por motivos religiosos, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, que negavam-se a participar dos empenhos militares da Alemanha nazista e a renegar sua fé assinando um termo declarando que serviriam a Adolf Hitler.

Azul
Imigrantes. Foram usados, por exemplo, pelos prisioneiros Espanhóis que se exilaram em França a seguir à derrota na revolução Espanhola, e que mais tarde foram deportados para a Alemanha considerados como apátridas.

Castanho
Ciganos roma e sinti.

Negro
Lésbicas e mulheres "anti-sociais". (alcoólatras, grevistas, feministas, deficientes e mesmo anarquistas). Os Arianos casados com Judeus recebiam um triângulo negro sobre um amarelo.

Rosa
Homossexuais.


A questão dos triângulos invertidos

Os triângulos coloridos cumpriam a missão de identificar os detentos quando mandados para trabalhar em alguma fábrica ou no ir e vir as cidades, logo alguns segregados (astutamente) descobriram que invertendo o lado do triangulo o mesmo mudava de cor. Essa cor de fundo facilitava ao elemento se comunicarem com outros campos ou em alguns casos cumprir tarefas num campo menos vigiado e depois fugir, essa solução entretanto foi descoberta e algum administrador elaborou outra solução sobrepondo os triângulos de algumas classes.

Dois triângulos sobrepostos formando uma Estrela de David.
  • Dois triângulos sobrepostos amarelo, o emblema "Amarelo", um judeu
  • Triângulo vermelho invertido sobrepostas em um amarelo-prisioneiro político judeu.
  • Verde em cima de um triângulo invertido amarelo um judeu "criminoso habitual".
  • Triângulo roxo invertido sobrepostas em um amarelo correspondia a umaTestemunha de Jeová de ascendência judaica.
  • Triângulo invertido rosa sobreposta a um amarelo: um delinquente sexual judaico.
  • Triângulo preto invertido sobrepostas em um amarelo "anti-social" e "trabalho tímido" judeus.
  • Triângulo preto superposto sobre um triângulo amarelo, um judeu condenado de miscigenação e rotulados como um profanador da "raça".
  • Triângulo amarelo sobreposto a um triângulo preto invertido, um ariano (mulher) condenado por miscigenação e rotulados como um profanador "raça".
Letras

Além do código das cores , alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro, por exemplo:

B para belgas.
F para franceses.
I para italianos.
P para polacos.
S para espanhois.
T para tchecos.
U para húngaros.


Além disso, reincidência, receberia mais barras em suas estrelas, uma cor diferente para um crime diferente.

Um prisioneiro político teria uma barra vermelha sobre a sua estrela ou triângulo
Um criminoso habitual teria uma barra verde
Um trabalhador forçado estrangeiro teria uma barra azul
A Testemunha de Jeová teria uma barra púrpura
Infratores teria uma barra-de-rosa
Um anti social teria uma barra preta
Cigano (Roma) teria uma barra marrom

FONTE: http://avidanofront.blogspot.com

martes, 19 de enero de 2010

A oração do paraquedista


A oração abaixo foi encontrada no corpo do Aspirante pára-quedista Zirnheld das Forças Francesas Livres, morto em combate em 1942 no Norte de África. Desde entao se tornou a oraçao do paraquedista, entoada principalmente em cerimônias militares.

Dai-me, Senhor, o que Vos resta.

Dai-me o que nunca ninguém Vos pede.
Eu não Vos peço o repouso,
Nem a tranquilidade,
Nem a da alma, nem a do corpo.
Eu não Vos peço a riqueza,
Nem o êxito, nem mesmo a saúde.

Eu quero a incerteza e a inquietude,
Eu quero a tormenta e a luta...
E concedei-mas, Senhor,
Definitivamente
Que eu tenha a certeza de as ter para sempre,
Porque não terei sempre a coragem
De Vo-las pedir.

Dai-me, Senhor, o que Vos resta.
Dai-me o que os outros não querem.
Mas dai-me também a coragem
E a força e a fé...


lunes, 4 de enero de 2010

Você sabia?

Que o Jornal britânico "Time" era tão importante para os ingleses que se tornou um alvo de bombardeios durante a II Guerra Mundial ??

A importância do jornal Time para os ingleses é tal que durante a II Guerra Mundial os aviões alemães bombardearam sua redação em Londres para "calar a Inglaterra". Uma semana depois, o jornal voltava a circular, em uma redação improvisada, pedindo desculpas aos leitores pela "impontualidade".

jueves, 31 de diciembre de 2009

Dog tag


Um dog tag é o nome informal para as plaquetas de identificação usadas por militares, por causa de sua semelhança com coleiras de cachorro (do inglês, dog tags). Tais plaquetas são usadas primariamente para a identificação de falecidos ou feridos e para serem providenciadas as informações médicas básicas para tratamento.

Num dog tag está contido o tipo sangüíneo e histórico de tratamentos usando substâncias químicas (através de vacinas e afins). Um soldado geralmente possui dois dog tags. No caso de um membro possuir uma condição que requer atenção especial, uma plaqueta vermelha adicional contendo tal informação é colocada junta dos outros dog tags.

Existe um hábito entre os marines americanos de fazer uma tatuagem de suas dog tags para que
possam ser identificados em caso de acidente, ataque ou ferimento por artefato explosivo que danifique a dog tag metálica.




domingo, 13 de diciembre de 2009

O Mercedes de 6 rodas de Hitler


Desde o principio de sua carreira politica, Adolf Hitler, usou uma série de veiculos potentes para poder percorrer toda a Alemanha. O Furher tinha a sua disposiçao uma enorme frota de automoveis, e por sua ordem expressa, tinham que ser todos da marca Mercedes Benz. Nao é a toa que existem dezenas de fotos onde Hitler aparece, normalmente de pé, percorrendo as cidades alemaes a bordo de um 770K Grosser Mercedes, como podemos ver na imagem acima.

Sem duvida, o automovel mais espetacular da frota de Hitler foi o Mercedes 520G4W31, fabricado em 1931. Este automovel foi desenhado exclusivamente para o líder alemao, e sua caracteristica mais chamativa era o fato de ter 3 eixos e 6 rodas.

Quando Hitler viu pela primeira vez este automovel, ficou tao entusiasmado que mandou fabricar outros dois veiculos. Um foi reservado para o Duce Mussolini e outro foi dado mais tarde de presente para o General espanhol Francisco Franco.

Quando acabou a 2a Guerra Mundial, os 2 Mercedes de seis rodas de Hitler e Mussolini ficaram destruidos por completo, de forma que atualmente só existe o automovel presenteado a Franco que se encontra atualmente no Museu do Patrimonio Nacional da Espanha, em Madrid.

Houve uma disputa entre a Casa Real Espanhola e familia de Franco, pela custódia desse automovel. Depois de varias audiencias, a justiça determinou que este Mercedes pertence ao Estado Espanhol, já que esse veiculo tinha sido um presente de um chefe de Estado a outro.

Ha alguns anos, este automovel foi enviado a fabrica da Alemanha para que fosse completamente restaurado, já que era um carro que tinha 70 anos e ja tinha muitas peças oxidadas. A Mercedes fez toda a restauracao de forma gratuita, apesar de que houve por parte do fabricante alemao, uma proposta de compra, por um valor muito alto (falam-se de milhoes de Euros), mas o pedido de compra foi rotundamente negado pela Casa Real Espanhola.





A Foto de Iwo Jima



A Batalha de Iwo Jima (Operação Detachment) foi travada entre os Estados Unidos e o Japão, entre fevereiro e março de 1945, durante a Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Como resultado da batalha, os EUA ganharam controle da ilha de Iwo Jima e os campos aéreos localizados nessa mesma ilha.

Essa batalha produziu uma das fotos mais famosas da 2ª Guerra Mundial. No dia 23 de junho de 1945, o fotografo Joe Rosenthal registrou o momento em que 6 fuzileiros americanos colocam uma bandeira americana no topo do monte Suribachi.

Os soldados americanos que aparecem na foto se chamam: Michael Strank, Harlan H. Block, Franklin R. Sousley, Rene A. Gagnon, Ira Hayes e John H. Bradley.

Esta foto tem 2 historias curiosas: Dizem as más linguas que essa foto foi uma armaçao, ou seja, o fotográfo pediu aos soldados para fazerem pose para a foto. Esse boato foi logo desmentido, pelo fato de ter sido a unica foto do evento registrada por Rosenthal. Quando um fotografo quer fazer uma foto “preparada” é necessario fazer varias fotos, até reproduzir a ideal.

A outra história fala sobre a maldiçao que envolve todos os fuzileiros que aparecem nessa foto. Strank, Block e Sousley jaais sairiam vivos da Ilha de Iwo Jima. Os outros 3 fuzileiros (Gagnon, Hayes e Bradley), sobreviveram a guerra, porém morreram anos depois de forma trágica por problemas de alcoolismo e depressao causados pelos traumas das guerra.

10 Curiosidades Sobre Adolf Hitler


1. Hitler era austríaco. Ele nasceu numa cidadezinha chamada Braunau am Inn localizada no norte da Áustria, que na época do nascimento de Hitler fazia parte do Império Áutro-Húngaro. Ele só se tornou cidadão alemão em 1932.

2. Hitler foi um sobrenome gerado pelo erro de um padre. O pai de Hitler era filho ilegítimo e, por isto, não tinha o sobrenome de seu pai. Depois que o avô de Hitler morreu, o pai dele conseguiu que um sacerdote lhe concedesse o reconhecimento da paternidade. Na hora de escrever o nome, trocou Hiedler por Hitler. Daí ficou assim mesmo.

3. Hitler reprovou um ano e deixou a escola aos 16. Sabe por quê?Seu pai queria que ele fosse um tipo de servidor público, Hitler queria ser… adivinha… pintor (não é de parede e sim de quadros). Depois que seu pai morreu, Hitler deixou a escola e foi se aventurar em Viena às custas da pensão que recebia por causa do pai. A Academia de Belas Artes de Viena rejeitou sua filiação duas vezes, argumentando que ele tinha mais talento para Arquitetura.

4. Hitler foi um soldado que combateu na Primeira Guerra Mundial. Em 1918, já no final da Guerra, Hitler chegou a um hospital de campanha vítima de um ataque com gás mostarda (Sabe quem produzia este gás para os alemães na II Guerra? A Bayer).

5. Hitler escreveu um livro chamado Mein Kampf (Minha Luta) que serviu de base ideológica para todas as suas loucuras. Ele queria tanto que seu livro fosse lido que dava cópias dele até como presente de casamento.

6. No dia 20 de abril de 1945, enquanto o exército soviético ia entrando em Berlim, Hitler comemorava seu 56º aniversário no seu abrigo. Um de seus generais mandou distribuir chocolates às tropas em honra ao aniversário do Führer.

7. Para garantir que o cianureto que tomaria para se matar era eficiente, Hitler fez um teste em sua cachorra. A coitadinha morreu, é claro.

8. Hitler era vegetariano, odiava cigarro, mas era fanático por doces.

9. Em termos amorosos, sua maior paixão foi sua sobrinha, Geil Raubal, uma jovem adolescente de seus vinte e poucos anos. Hitler não a deixava sair, restringia sua liberdade até que ela não aguentou, e um dia se matou. Hitler quase pirou. Durante toda a década de 30, Hitler relacionou-se com várias mulheres mas ao final sempre voltava aos braços de Eva Braun, com se casou na vespera de seu suicidio. Eva Braun foi tao fiel a Hitler, que se matou junto com ele.

10. Existem uma infinidade de relatos, depois comprovados pelos medicos soviéticos que fizeram a autópsia em Adolf Hitler, que ele só tinha 1 testiculo !

Era para ser 10 curiosidades, mas lembrei de outra:

11. Hitler se vangloriava de nao receber um só tostao do Estado, já que na epoca ele se recusou a receber o salário que tinha direito como Chanceler alemao. Pura demagogia........ Alem de Hitler utilizar toda a maquina do Estado para viver (comida, viagens e varias casas oficiais), ele recebeu fortunas pelos direitos autorais do seu livro, "Mein Kempf" que vendeu milhoes de copias, já que naquela epoca pegava mal uma familia nao ter um exemplar desse livro em casa !


Hugo Boss e os uniformes nazistas


Na semana passada a marca Hugo Boss apresentou sua coleção de verão 2010 na mercedes-benz fashion week. Mas você conhece a história desta marca?

Em 1923, o senhor Hugo Boss abriu uma oficina de costura em Metzingen (Alemanha) dedicado, basicamente, à confecção de uniformes para a polícia e correios. Em 1931, aderiu ao Partido Nazista, e dois anos depois, começou a confeccionar seus uniformes. Segundo Eckhard T
rox, um especialista em trajes militares do museu de Ludenscheid, os nazistas encomendaram seus uniformes a milhares de oficinas. A revista austríaca Profil, que descobriu o passado colaboracionista desta marca, assegura que Hugo Boss contou com mão-de-obra prisioneira de origem francês e polonês.

Depois da morte de Hugo Boss em 1947, a marca desapareceu. Cinco anos depois, dois de seus netos, Uwe e Jochen Holy, recuperaram o negócio confeccionando uniformes para a polícia e correios. Posteriormente, começaram a confeccionar trajes masculinos entrando assim na indústria da moda. O grupo italiano Marzotto comprou a maioria de suas ações em 1993.

Ao descobrir o passado nazista da marca, contrataram a um historiador para investigar o tema (como fez também a companhia ferroviária alemã). Em 1999, reconheceram e assumiram sua responsabilidade se comprometendo a recompensar aos trabalhadores dessa época.

martes, 8 de diciembre de 2009

A tipografia oficial alemã

As letras de forma surgiram com a imprensa, inventada por Johannes Gutemberg no século 15. Na Alemanha a escrita artística feita manualmente na idade média foi influenciada pela escrita gótica, de onde surgiu a escrita alemã moderna ou "Frakturschrift".


Outro tipo de letra, chamada "Antiqua", tem sua origem na Itália, no século 15, e foi muito utilizada para escrever textos em latím. Também foi utilizada na Alemanha para escrever textos neste idioma. Os textos se escrivian em Frakturschrift, erroneamente chamada "letra alemã" ou Deutsche Werkschrift, nome que originalmente foi cunhado na Itália como "lettera tedesca".

Mudança radical

Até o inicio dos anos 20, se utilizaram na Alemanha tanto os tipos de letra "Fraktur" como o "Antiqua". Entretanto, durante os anos 1929-1940, os alemaes preferiram a Fraktursshrift, por considerar que a "Antiqua" nao era "aria". Uma vez iniciada a Segunda Guerra Mundial, houve um episodio curioso: No dia 3 de janeiro de 1941, a través de uma circular a todas as autoridades do Reich, Martin Borman proibiu o uso da escrita "Frakturschrift", ordenando que todas as dependências públicas utilizassem a partir deste día a letra "Antiqua". As verdadeiras razoes desta mudança tao radical nunca foram esclarecidas.

Terminada a guerra, os alemaes nao fizeram grandes esforços para recuparar sua escrita original, principalmente por causa das pressoes aliadas que defendiam a idéia de que os caracteres Frakturschrift eram nazistas. Este disparate sepultou para sempre este tipo de letra, pelo menos na Alemanha.