viernes, 8 de octubre de 2010

A origem do Barao Vermelho


Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen foi, (e ainda é) considerado ainda hoje como o "ás dos ases". Foi um piloto de combate bem-sucedido, um líder militar e um ás do vôo que venceu oitenta combates aéreos durante a Primeira Guerra Mundial.

Richthofen foi conhecido na sua época como "der rote Kampfflieger" (guerreiro-voador vermelho) pelos alemães, Petit Rouge (pequeno vermelho) e Le Diable Rouge (diabo vermelho) pelos franceses, e Red Knight (Cavaleiro Vermelho) e Red Baron (Barão Vermelho) pelos ingleses.

Ainda em janeiro de 1917, ele tomou a decisão que lhe garantiria o apelido imortal. Como um gesto de desafio, von Richthofen decidiu pintar o seu biplano Albatros D.III completamente de vermelho, a fim de ser reconhecido facilmente pelo inimigo. Seus colegas de esquadrão ficaram preocupados, pois isso o tornava um alvo fácil para os adversários e decidiram também pintar seus aviões com a mesma cor. Mas Richthofen foi claro: O único completamente vermelho deveria ser o dele.


Para poder ter o direito de personalizar a pintura de seu avião, o piloto deveria provar ser um excepcional caçador, para se defender dos ataques que viriam. Mais tarde, o próprio Richthofen escreveria:

"Por alguma razão, um belo dia, eu tive a idéia de pintar meu avião de vermelho vivo. O resultado foi que absolutamente todos passaram a conhecer meu pássaro vermelho. Por sua vez, meus oponentes também não estavam completamente desavisados."

Surgia, assim, a lenda do "Circo Voador", apelido dado às coloridas aeronaves em razão de suas cores berrantes. Seus ensinamentos surtiriam efeito e sua unidade virou um ninho de ases: Ernst Udet (62 vitórias), Lothar von Richthofen (40 vitórias), Kurt Wolf (33 vitórias), Karl-Emil Schäfer (30 vitórias), Carl Allmenröder (30 vitórias), Hermann Göring (22 vitórias), Hans Klein (22 vitórias), Wilhelm Reinhard (20 vitórias) e vários outros.


Depois de sua 18ª vitória, von Richthofen recebeu o Pour le Mérite, a honraria militar mais elevada da Alemanha na época. Antes disso, em 23 de novembro de 1916, ele derrubou o ás da aviação britânico Lanoe Hawker, chamado as vezes de "o Boelcke Britânico". Isto aconteceu quando von Richthofen ainda voava num Albatros D.II. Entretanto, após esta batalha, foi convencido de que necessitava de um avião com maior manobrabilidade, embora isto implicasse uma perda de velocidade. Infelizmente para ele, o Albatros foi o avião padrão da Força Aérea Alemã até o fim de 1917, e o barão voou num Albatros modelo D.III e depois num D.V.. Em setembro daquele ano Richthofen estava pilotando um Fokker Dr. I, o avião triplano ao qual ficou mais associado e que foi projetado por Anthony Fokker. Entretanto, das 80 vitórias em combates aéreos, apenas 20 ocorreram quando o Barão utilizava o triplano. Após sua morte o seu corpo foi velado pelo exercito aliado mesmo sendo alemão ele recebeu todas as honras militares por sua grande atuação em combate e um exemplo a ser seguido.


domingo, 3 de octubre de 2010

Alemanha quita dívidas da 1ª Guerra Mundial após pagar últimas dívidas


Parece incrivel, mas passados 92 anos do fim da primeira guerra mundial, a Alemanha terminou esta semana de pagar as últimas "parcelas" restantes das indenizaçoes estabelecidas pelo Tratado de Versalhes, assinado em Paris, no mês junho de 1919. Em linhas gerais, o Estado alemão perdeu parte de seus territórios, zonas de exploração mineral e seus domínios coloniais. Além disso, as outras nações da Tríplice Aliança foram alvos de punição.


A Alemanha foi obrigada a devolver a região da Alsácia-Lorena para as mãos dos franceses. Os russos tiveram que reconhecer a independência da Polônia, que ainda foi agraciada com o corredor polonês (limite territorial que dava ao país uma saída para o mar). As colônias alemãs no continente africano foram divididas entre Inglaterra, Bélgica e França. Os outros domínios na região do Pacífico foram partilhados pelo Japão e Inglaterra.

Trata-se de um pagamento de 69,9 milhões de euros que se encontram refletidos no ponto 2.1.1.6 do orçamento do Estado para 2010, cumprindo assim o Tratado de Londres de 1953 e que não podia ser abonado antes que o país recuperasse sua unidade e soberania.

O pagamento dos consertos de guerra que as potências aliadas vencedoras estabeleceram no Tratado de Versalhes de 1919 após o grande conflito bélico ficou em suspenso pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial por ordem do regime nacional-socialista de Adolf Hitler.

Após 1945 a República Federal da Alemanha assumiu a continuidade do pagamento de uma grande parte da dívida acumulada pelos consertos de guerra, que abonou em sua totalidade até o ano 1983.

No entanto, o Tratado de Londres estabelecia que o abono de um total de 125 milhões de euros para o pagamento dos juros de empréstimos estrangeiros ficariam em suspenso até a reunificação da Alemanha, que aconteceu em 3 de outubro de 1990.

O abono das últimas dívidas pelos consertos de guerra foi retomado em 1996 e seu último prazo de pagamento encerrou oficialmente este domingo, data na qual pode dar-se por concluída, pelo menos financeiramente, a Primeira Guerra Mundial para a Alemanha.

O Tratado de Versalhes de 1919 exigiu da Alemanha o pagamento de 20 bilhões de marcos de ouro até abril de 1921 como primeiras reparações de guerra, número que aumentou para 296 bilhões de marcos de ouro a pagar em 42 anos após a Conferência de Boulogne de junho de 1920.

No entanto, em anos posteriores e após diferentes conferências para exigência do pagamento de reparos de guerra à Alemanha por parte dos aliados, variou várias vezes mais e se viu afetado pela fortíssima inflação que o país sofreu em meados dos anos 20.

Após a suspensão do pagamento dos reparos pelos nazistas e o fim da Segunda Guerra Mundial, o Tratado de Londres de 1953 reduziu pela metade a dívida alemã e até 1983 a República Federal da Alemanha abonou 14 bilhões de marcos para compensar os danos causados no conflito bélico.

No entanto, o pagamento dos juros no total de 251 milhões de marcos para os anos 1945 a 1952 foi adiado na capital britânica até que a Alemanha voltasse a ser um país unificado.

lunes, 20 de septiembre de 2010

A Batalha de Los Angeles


Em 25 de fevereiro de 1942, ocorreu um dos mais impressionantes casos ufológicos da história, tendo como testemunhas diretas milhares de pessoas na região de Los Angeles, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

Após o ataque japones à Peal Harbor, a Segunda Guerra torna-se de fato mundial, com o envolvimento de todos os continentes. Nos Estados Unidos decretou-se estado de guerra, iniciando-se o treinamento e embarque de soldados para os chamados Teatros de Guerra. Foram estabelecidos sistemas de defesa aérea e naval, para impedir quaisquer operações militares sobre os Estados Unidos. Uma destas defesas consistiam no estabelecimento de vários postos de defesa munidos com canhões antiaéreos. Para operação noturna foram disponibilizados potentes holofotes permitindo a contínua operação destas armas. A defesa naval, por sua vez, utilizava as ilhas de San Miguel, Santa Rosa, Santa Cruz, Santa Catalina e San Clemente como base apoio.

Todo essa força bélica, e milhares de soldados operando estes equipamentos nada puderam fazer durante o misterioso episódio ocorrido nas primeiras horas da madrugada de 25 de fevereiro de 1942. Milhares de moradores da região acordaram com sirenes ou com os disparos do Grupo de Defesa Aérea. Calcula-se que em toda a região haviam aproximadamente 12 mil residências onde os moradores, apavorados, testemunharam o impressionante episódio. No dia seguinte moradores, militares e governantes estavam assustados. Depois de milhares de disparos direto contra o alvo localizado, nada foi derrubado. Vários automóveis e residências danificados por estilhaços dos disparos. Três pessoas morreram atingidas por estes estilhaços e outras três morreram por ataques cardíacos.

As autoridades militares não sabiam o que informar à população. Ocorreram várias declarações, conflitantes entre si, mas o mistério permaneceu. Até hoje não se tem uma estimativa exata do numero de objetos envolvidos no incidente. Algumas pessoas declaram terem observado um único objeto que voaria a aproximadamente 300 Km por hora. Outros afirmaram que eram vários objetos luminosos. Houve quem afirmou ter visto várias esquadrilhas com objetos de tamanhos variados sobrevoando a região. Torna-se difícil, hoje em dia separar relatos sérios de afirmações embaladas na histeria daquele dia. Houveram também depoimentos a respeito de aeronaves de caça do 4º Esquadrão de Interceptação teriam decolado para repelir os invasores. Os militares, entretanto negaram este afirmação.

Depois de inúmeras contradições, os militares afirmaram que o episódio originou-se em uma operação coordenada do Japão, através de aeronaves, com o apoio de um submarino, com o objetivo de causar medo e diminuir o moral do país na guerra, encerrando a questão por aí. Eles citaram inclusive um possível ataque de um submarino em 23 de fevereiro em uma instalação de armazenamento de óleo nas proximidades de Santa Bárbara. Entretanto, se observarmos todos os detalhes referentes ao estranho episódio conclui-se que tal desculpa é inconsistente.

A chamada Batalha de Los Angeles começou na noite de 24 de fevereiro quando várias pessoas identificaram estranhos objetos luminosos nos céus. Algumas pessoas entraram em contato com a Brigada de Artilharia Costeira, responsável pela defesa aérea na região. Os objetos foram captados por radares e acompanhados detidamente pelos militares. Estes objetos adotaram uma formação em V, padrão utilizado por aeronaves militares. Em função disso, por volta das 2:25 hs foram acionadas as sirenas de alerta para ataques aéreos. Foi ordenado um blackout em toda a região e os holofotes foram ligados. Pilotos de combate foram posicionados para decolarem quando fosse necessário.

Às 3:16 hs, a 37º Brigada de Artilharia Costeira identificou os OVNIs e começou a disparar contra eles, utilizando dezenas de baterias antiaéreas com munição 12.8 libras. Foram efetuados 1440 disparos até por volta das 4:14 hs. Os objetos deslocaram-se da região de Santa Monica para Long Beach, percorrendo todo o trajeto em 20 minutos. O blackout e o alerta somente foram retirados às 7:21 hs.

No dia 26, os jornais de todo o país estamparam a notícia do alarme ocorrido em Los Angeles e publicaram numerosos depoimentos de testemunhas, inclusive de repórteres locais que testemunharam todo o episódio. Bil Henry, do Los Angeles Times declarou: "Eu estava muito longe do local, sem poder identificá-lo. Eu aposto que havia numerosos disparos sobre o objeto". Peter Jenkins, do Los Angeles Herald Examiner, declarou: "Eu podia ver claramente a formação em V, de cerca de 25 aeronaves prateadas movendo-se lentamente sobre Long Beach".

As tentativas de explicação

Diante de tanta exaltação pública, o então secretário da Marinha, Frank Knox, convocou uma coletiva de imprensa onde afirmou que todo o episódio tratou-se de um alarme falso ocasionado por tesão de guerra. Alguns jornalistas presentes não aceitaram a explicação e suspeitaram que algum tipo de acobertamento estava ocorrendo. No editorial do jornal Long Beach Independent, lia-se: "Existe uma misteriosa reticência envolvendo o assunto e parece haver alguma forma de censura que está tentando segurar as discussões sobre o fato".

No dia seguinte, o Secretário de Guerra, Stimson declarou que haviam 15 aeronaves não identificadas envolvidas, deslocando-se a 300 km por hora, mas que nenhuma delas foi abatida. Ele afirmou que seu objetivo era impor o medo e baixar a moral do povo americano. Como os mares eram constantemente vigiados tanto por navios de guerra quanto por aeronaves, a possibilidade de tratar-se de um ataque a partir de Porta-Aviões estaria descartada. Especulou-se então que os japoneses teriam embarcado aviões no submarino observado em Santa Barbara, que teriam decolado e realizado sobrevoos em Los Angeles provocando todo o alerta. Se levarmos em conta os fatos chegamos à conclusão de que esta explicação é infundada. Primeiro vamos avaliar a possibilidade de cada uma das diferentes versões levantadas pelas autoridades militares americanas à época do fato.

A hipótese mais difundida pelos militares dos Estados Unidos é a de uma operação japonesa em larga escala com o intuito de espalhar o terror e afetar o moral americano.

Podemos começar nos questionando o que causaria mais terror em uma população em tempos de guerra?

Seriam aeronaves desconhecidas sobrevoando suas cabeças sem realizar ações de ataque, ou aeronaves desconhecidas bombardeando cidades supostamente seguras?

Com certeza a segunda possibilidade seria a mais aterrorizante. Então nada justifica uma ação japonesa desta natureza, em um território inimigo, sem qualquer tipo de apoio, e sem que exista qualquer benefício posterior de tal ofensiva. Mas supondo que os militares japoneses optassem por realmente realizar uma ação não destrutiva em território americano. O meio mais rápido, fácil e eficiente seria através de Porta-Aviões que transportariam todo o pessoal necessário, combustível e demais equipamentos necessários para este tipo de operação. A autonomia dos caças japoneses da época não permitiria um voo direto a partir da base mais próxima, muito menos um sobrevoo e posterior retorno, sendo assim o uso de uma base aeronaval móvel seria indispensável. Levando-se em conta o fator estratégia de guerra, um Porta Aviões, devido à sua importância, jamais navega sozinho. Sempre existe um comboio de proteção. Em uma região constantemente patrulhada e vigiada por americanos, um comboio desta natureza não passaria desapercebido. Além disso, tamanha força de combate é mobilizada quando existe importância estratégica, ou seja, causar o máximo de prejuízos ao inimigo. Como vimos, o evento de Los Angeles não se enquadra nessa categoria.

Segundo o governo americano o ataque teria sido realizado a partir de um submarino japonês que no dia 23 teria atacado ao norte de Los Angeles. Durante a SGM, o Japão inovou e construiu uma nova classe de submarinos capazes de transportar entre um e três hidroaviões de ataque. O primeiro deles começou a operar militarmente em 21 de novembro de 1941 e transportava apenas uma única aeronave, modelo Yokosuka E14Y. No ataque do dia 23, apenas um unico submarino foi detectado, não havendo quaisquer indícios de outros submarinos na área. Se levarmos em conta o registro por radar de vários objetos desenvolvendo velocidades que variavam de 0 (estático) à 320 Km/h, e os inúmeros depoimentos de testemunhas que relataram a presença de vários objetos, podemos, podemos excluir um possível ataque japonês. Além disso temos o fato que após intenso fogo antiaéreo nada foi abatido, mesmo tendo sido visualmente atingido pelos disparos.

Uma segunda hipótese bastante difundida é referente aos balões Fugos engenhosamente utilizado pelos japoneses em ataques à grandes distâncias. Este tipo de balão transportava uma carga explosiva combinando minas, hidrogênio e dispositivos incendiários. Eles utilizavam uma corrente de ar, em altas altitudes que os transportavam para leste. Vários destes balões caíram em território americano, mas os danos causados foram mínimos. Aqui também podemos nos questionar sobre a ausência de destroços do alegado balão. Nada foi encontrado que reforçasse a idéia ter ocorrido um ataque com o uso de um Fugo.

A terceira hipótese e a mais correta é a de que se trata realmente de um objeto voador não identificado (OVNI), pois até hoje a natureza deste objeto é desconhecida.

O que permanece é o grande mistério sobre a origem do insólito objeto. Não era avião japonês e não era balão. Na famosa fotografia obtida na ocasião observa-se um objeto claramente discóide iluminado pelos holofotes. Tal objeto foi intensamente alvejado e saiu absolutamente ileso como que a zombar de nossas capacidades bélicas da época. Os governantes ficaram impressionados gerando o embrião do que mais tarde viria a ser conhecido como política de acobertamento.

Fonte: Site Fenomenum

Foo fighter

Este post nao é sobre a banda americana Foo Fighters. Aqui o assunto é outro. Foo Fighter (do francês foo gíria para fogo e do inglês fighter referência aos caças: Caça de fogo) é um termo utilizado durante a Segunda Guerra Mundial para descrever o fenômeno onde uma ou mais esferas luminosas alaranjadas eram avistadas por pilotos perseguindo ou acompanhando seus aviões. Alguns pilotos aliados achavam que poderia ser uma espécie de arma psicológica dos alemães, que visava atordoar e confundir os pilotos.


Terminada a guerra, a hipótese de arma nazista foi descartada. Na verdade, os Foo fighters também importunavam os alemães. O assunto era tratado com tanta seriedade pela alto comando da Luftwaffe que em 1944 foi criada a "Base Especial nº 13" (Sonderbüro Nr. 13), um projeto secreto de investigações, que se ocultava sobre o nome de "Operação Uranus", e tinha o objetivo de recolher, avaliar e estudar os relatórios de observações dos pilotos sobre estranhos objetos voadores que apareciam perto dos aviões alemães.

Supõe-se que os alemães começaram a ver estes estranhos objetos desde 1943, onde os relatórios começaram a chegar no Estado Maior Superior do Exército do Ar da Alemanha. A criação deste projeto de pesquisa secreto pelo alto comando militar alemão prova que os Foo fighters eram um mistério a ser desvendado também para os nazistas.

Foram criadas várias teorias para o fenômeno, inclusive de supostas aparições extraterrestres. Um tipo de descarga elétrica das asas dos aviões (veja Fogo de São Telmo) tem sido sugerido como uma explicação. Outra teoria supõe que as esferas avistadas pelos pilotos eram Raios globulares, mas até hoje não foi encontrado nenhuma explicação satisfatória.

domingo, 12 de septiembre de 2010

Seis décadas após Holocausto, judaísmo floresce na Alemanha

Em clima de festa tomou conta das cinco sinagogas de Berlim nos últimos dias, por ocasião do Rosh Hashaná, a celebração do ano novo judaico, entre quarta e quinta-feira. Segundo reportagem da correspondente Graça Magalhães-Ruether para a edição do GLOBO deste domingo, sessenta e cinco anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a cultura judaica volta a florescer na Alemanha com a chegada em massa de judeus. Diferentemente dos anos 1960 e 1970, quando a migração judaica dirigia-se sobretudo a Israel, a preferência dos judeus da Europa Oriental tem se dividido, nos últimos anos, entre a Terra Prometida e a Alemanha. Só da antiga União Soviética chegaram cerca de 200 mil desde a queda do Muro de Berlim. Hoje, 85 cidades alemãs contam com sinagogas - e só Berlim e Munique, juntas, contam com 16 templos.

Para alguns judeus mais velhos, com a festa da semana passada parecia que a roda da História havia girado, e o judaísmo era vivido na capital alemã como foi até 1933, quando viviam na cidade 120 mil judeus, integrando as elites artística, científica e intelectual, como o filósofo Walter Benjamin e o físico Albert Einstein.

- O judaísmo voltou a florescer não só em Berlim, mas em toda a Alemanha - celebra Maja Zeder, porta voz da comunidade judaica de Berlim, filha de judeus da Ucrânia.

Até 1933, viviam na Alemanha meio milhão de judeus. Apenas pouco mais de 20 mil sobreviveram ao regime nazista. Depois de 1945, viviam no país sobretudo judeus em trânsito à espera de uma chance de ir para Israel. As pequenas comunidades judaicas que começaram a se organizar, ao longo das décadas, chamavam a atenção, mas muitos de seus membros eram criticados por quem decidiu partir por viverem na Alemanha.

Maioria dos recém-chegados veio da antiga URSS
A situação começou a mudar com a abertura do regime comunista da antiga União Soviética. Depois de um acordo fechado pelo chanceler federal Helmut Kohl e o líder soviético Mikhail Gorbachov, os judeus soviéticos passaram a ter permissão para emigrar para a Alemanha. Com a oferta de ajuda financeira e o sonho de uma vida melhor, sem discriminação, houve uma evasão em massa.

Hoje, 80% dos judeus da Alemanha vêm da antiga URSS, o que causou uma revolução cultural para os próprios judeus alemães. Com os imigrantes do leste, surgiram também novos hábitos e uma nova cultura, com mais ortodoxos e até ultraortodoxos. Em comum com os outros imigrantes, os judeus têm apenas o fato de ter de aprender o alemão - 99% desses imigrantes têm formação universitária, o que torna mais fácil a integração no mercado de trabalho e na sociedade local.

Fonte. Jornal O Globo, 12sep10.

lunes, 23 de agosto de 2010

Sangue, Suor e Lágrimas


Este refrao, tao conhecido em nosso cotidiano, surgiu na Segunda Guerra Mundial e seu autor nao foi ninguem menos que o Primeiro Ministro Britânico, Winston Churchill.

A Inglaterra declara guerra à Alemanha, dois dias depois da invasão da Polônia. Chamberlain capitula, convoca Churchill para ocupar o seu velho posto à frente do Almirantado. A marujada vibra: "Winnie está de volta !". O ânimo do país volta a esquentar, grande repercussão internacional, congratulações da Casa Branca com a assinatura de "um homem do mar" -- Franklin Roosevelt. Ponto de encontro de vidas paralelas, costura-se a parceria decisiva.

O moral elevado da Marinha não afeta a "guerra sentada" que se trava na frente francesa. Abril de 1940, os aliados não conseguem evitar a invasão da Dinamarca e da Noruega que controlam a saída da frota alemã pelo Báltico. Fracassam duas expedições anfíbias inglesas em Narvik e Trondheim, o fantasma de Galllipoli reaparece no Parlamento, desta vez o culpado pelo fiasco é Chamberlain. Maio, nova blitz alemã, caem o Luxemburgo, Holanda, Bélgica e a Wehrmacht está diante da fronteira desguarnecida da França.

Chamberlain renuncia, ainda tenta indicar um sucessor que não seja Churchill. Inútil, o único político que merece a confiança dos trabalhistas -- apesar do seu passado reacionário -- é Churchill, comprometido vitalmente com a causa anti-hitlerista.

Estréia no Parlamento como Primeiro Ministro e inaugura o ciclo dos memoráveis discursos de guerra: ":

"Não tenho nada a oferecer-vos senão sangue, trabalho, suor e lágrimas...".

O gabinete de coalizão (no qual exerce também a pasta da Defesa), inclui três trabalhistas, um deles é o poderoso líder sindical, Ernest Bevin. Fica garantido o esforço de guerra e a paz social. O estadista-historiador sabe que é preciso sacrificar as questões menores no altar da vitória final. Leva ao Parlamento uma lei de emergência que coloca todas as pessoas, serviços e propriedades a serviço da Coroa. Puro socialismo. Mais tarde, quando escreverá a história da segunda guerra mundial, enunciará a sua fórmula:

"Na guerra, determinação; na derrota, resistência; na vitória, magnanimidade; na paz: boa-vontade."

miércoles, 7 de julio de 2010

A última foto de Adolf Hitler

Esta foto é considerada a última imagem de Hitler em vida, tirada provavelmente dois dias antes de sua morte, em 30 de abril de 1945.

Na imagem podemos ver Hitler do lado de fora de seu bunker, avaliando os danos causados pelos bombardeios aliados em Berlim. Com a Alemanha em ruínas após 6 anos de uma dura guerra, e com o avanço das tropas soviéticas sobre Berlim, Hitler decidiu tirar sua própria vida. Antes de fazê-lo, ele se casou com Eva Braun, e em seguida, ditou seu testamento à sua secretária, Traudl Junge.

Em 30 de abril de 1945, Eva Braun e Adolf Hitler, se despediram de suas secretárias, auxiliares e oficiais mais próximos, e se retiraram aos seus aposentos. No final da mesma tarde, após escutar um disparo, seu assistente pessoal os encontrou mortos sentados no sofá.

Eva Braun havia tomado ciaruneto enquanto Hitler, além de ingerir o mesmo veneno, deu um tiro na cabeça, com certeza para garantir uma morte segura.

miércoles, 23 de junio de 2010

Morre enfermeira da Segunda Guerra famosa por foto de beijo em Nova York

LOS ANGELES - Uma enfermeira que ficou famosa por uma foto na qual aparecia beijando um marinheiro americano na Times Square, em Nova York, em 1945, comemorando o fim da Segunda Guerra Mundial, morreu aos 91 anos, informou sua família na terça-feira. Registrada pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, a foto do V-J Day (Dia da Vitória sobre o Japão) em que Edith Shain aparece vestida de branco marcou o que é considerado um momento épico na história dos Estados Unidos e se tornou um ícone do fim do confronto após ser publicada na revista "Life".

A identidade da enfermeira na foto não era conhecida até o final dos anos 1970, quando Edith escreveu ao fotógrafo dizendo que ela era a mulher da foto tirada no dia 14 de agosto na época em que trabalhava em um hospital da cidade de Nova York. A identidade do marinheiro, que continua desconhecida, ainda é alvo de especulações.

A foto também marcou a vida de Edith. A fama conquistada com a imagem lhe trouxe convites para eventos ligados à guerra, como colocar grinaldas em túmulos, participar de paradas e outras comemorações. A enfermeira, que morreu em sua casa de Los Angeles, no domingo, deixa três filhos, seis netos e oito bisnetos.

"Minha mãe sempre estava disposta a enfrentar novos desafios, e cuidar dos veteranos da Segunda Guerra Mundial lhe dava energia para aceitar outra chance de fazer a diferença", disse seu filho Justin Decker em comunicado.

Fonte: Jornal O Globo, 23/06/10

jueves, 17 de junio de 2010

Stephen E. Ambrose

Stephen Edward Ambrose (1936-2002) foi um escritor americano e é considerado um dos maiores autores de livros sobre a segunda guerra mundial

Ao longo da sua carreira, Ambrose lecionou história em várias universidades, desde 1960 até aposentar-se em 1995, tendo passado grande parte do seu tempo na Universidade de Nova Orleans. Nesta cidade, Ambrose foi igualmente diretor emérito do Centro Eisenhower e fundou o Museu Nacional do Dia-D.

Com diversas obras publicadas sobre a história norte-americana, dentre elas a conquista do Oeste, a construção da estrada de ferro transcontinental, ganhou fama especialmente com os livros sobre a 2ª Guerra Mundial, destacando-se os best-seller D-Day, Citizen Soldiers e The Victors, bem como Band of Brothers.

Foi conselheiro militar no filme O Resgate do Soldado Ryan e foi o produtor executivo na mini-série televisiva baseada no seu livro, Band of Brothers.

Eisenhower, admirando o seu trabalho, escolheu Ambrose como biógrafo, o que resultou num entusiasmo geral pela sua biografia, contendo no entanto várias críticas ao antigo comandante supremo das forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial e presidente dos Estados Unidos da América entre 1953 e 1961.

Stephen Ambrose era um fumante inveterado. O escritor morreu de câncer no pulmão em 13 de Outubro de 2002, aos 66 anos, e foi sepultado no Cemitério "Garden of Memory" em Bay St. Louis, Mississippi.

Obras

- Eisenhower and Berlin, 1945: The Decision to Halt at the Elbe (1967)

- The Papers of Dwight David Eisenhower, Vols. 1-5 (1967)

- The Supreme Commander: The War Years of General Dwight D. Eisenhower (1970)

- General Ike: Abilene to Berlin (1973)

- Crazy Horse and Custer (1975): The epic clash of two great warriors at the Little Bighorn

- Ike's Spies: Eisenhower and the Espionage Establishment (1981)

- Eisenhower: Soldier, General of the Army, President-Elect, 1890-1952 (1983)

- Eisenhower: The President (1985)

- Nixon: The Education of a Politician 1913-1962 (1987)

- Pegasus Bridge (1988) ISBN 0671671561

- Nixon: The Triumph of a Politician, 1962-1972 (1989)

- Nixon: Ruin and Recovery 1973-1990 (1990)

- Eisenhower: Soldier and President (1990)

- Eisenhower and the German POWs: Facts Against Falsehood (1992)

- Band_of_Brothers

- D-Day June 6, 1944: The Climactic Battle of World War II (1994)

- Undaunted Courage and the Opening of the American West (1996)

- Citizen Soldiers (1997)

- The Victors: Eisenhower and His Boys: The Men of World War II (1999)

- Nothing Like it in the World(2000)

- The Wild Blue : The Men and Boys Who Flew the B-24s Over Germany 1944-45

- To America: Personal Reflections of an Historian (2002)

miércoles, 9 de junio de 2010

Falece Maurice Chauvet, veterano francês da Segunda Guerra Mundial

(1918-2010)

Faleceu no último dia 21 de maio em Paris, de causas naturais aos 91 anos de idade, o veterano do Comando Kieffer, Maurice Chauvet.

Nascido em Le Gâvre, na Bretanha, Chauvet era aluno de artes quando irrompeu a Segunda Guerra Mundial, e ele imediatamente alistou-se na Marinha. Feito artilheiro no cruzador George Leygues, Chauvet inicialmente patrulhou o Atlântico à procura da Kriegsmarine. Após a invasão da França em maio de 1940, ele tentou juntar-se às forças navais em fuga da França Livre, mas não conseguiu e recebeu de Vichy uma condenação a dez anos de trabalhos forçados por deserção. Chauvet então tentou fugir para a Inglaterra via Espanha, mas foi capturado pela guarda civil espanhola e levado para o notório campo de concentração de Miranda de Ebro, no norte do país, onde permaneceu por 18 meses. Fugindo do campo, ele finalmente conseguiu chegar à Inglaterra em 6 de junho de 1943.

Chauvet alistou-se nas Forças Navais da França Livre, sendo enviado para duro treinamento na Escócia, onde comandos de diversos países europeus ocupados estavam sendo preparados para missões clandestinas. Chauvet lembrou-se que em muitas vezes treinou sob fogo real dos instrutores, o que causou muitas mortes precipitadas entre os aprendizes. Foi lá que Chauvet desenhou o emblema dos Fuzileiros Navais Franceses, um navio com uma adaga, ainda usado em suas boinas verdes atualmente. Ao completar o treinamento, ele tornou-se membro do Comando Kieffer, uma pequena unidade de fuzileiros navais sob comando do Comandante Philippe Kieffer.

Às 7:31h de 6 de junho de 1944, os 177 fuzileiros franceses de Kieffer desembarcaram na praia Sword, formando a extrema-esquerda da Operação Overlord. O comandante inglês da área, Lord Lovat, permitiu que os franceses fossem os primeiros a desembarcar em sua terra. Sob pesado fogo alemão, Chauvet e os outros rapidamente fizeram seu caminho até a Ponte Pegasus, fazendo a ligação com os paraquedistas que a haviam tomado na madrugada. Sobrepujando as metralhadoras e lança-chamas, Chauvet então capturou a cidade de Ouistreham, um dos objetivos principais da força de desembarque de Sword. Cinco dias depois do desembarque, ele foi seriamente ferido e evacuado para a Inglaterra, permanecendo em recuperação até o fim da guerra.

O pequenino Comando Kieffer foi a única unidade francesa a participar dos desembarques do Dia-D, porque os Alto-Comando Aliado não confiava em Charles De Gaulle com os planos de invasão. Os fuzileiros receberam de um almirante francês a permissão para desembarcar, e De Gaulle não foi informado. Mais tarde, ele negou aos homens de Kieffer a Ordem da Liberação alegando que eles eram "tropas britânicas".

Nicolas Sarkozy cumprimenta Maurice Chauvet em maio de 2008.

Após a guerra, Chauvet trabalhou como artista e cineasta, e suas lembranças da batalha na Normandia foram extensivamente usadas na produção de "O Mais Longo dos Dias", no qual ele foi creditado como consultor técnico. Contudo, ele desentendeu-se com a produção, dizendo que ela estava "glamourizando" o Dia-D nas telas ao invés de mostrar a sombria realidade dos combates. Em 8 de maio de 2008, em Ouistreham, o presidente Nicolas Sarkozy cumprimentou os antigos "boinas verdes" e condecorou Chauvet com o grau de Oficial da Legião da Honra.

Fonte: Blog Sala de Guerra

jueves, 27 de mayo de 2010

Bomba da Segunda Guerra obriga evacuação de 9 mil pessoas em Berlim

Uma bomba da Segunda Guerra Mundial foi encontrada na noite desta quarta-feira na região de Berlim, e obrigou a evacuação de cerca de nove mil pessoas que estavam em imóveis próximos.

O artefato, que pesa aproximadamente 500 quilos, é de fabricação americana, e foi encontrado por funcionários de obras de canalização no distrito de Zehlendorf.

Durante mais de seis horas, as forças de segurança evacuaram todos os edifícios em um raio de 500 metros. A maior parte dos moradores se abrigou em casas de familiares e amigos, mas cerca de mil deles foram atendidos em uma estrutura provisória.

Por ano, a Polícia de Berlim recolhe e desativa entre 25 e 40 toneladas de bombas, granadas e outros tipos de munição e armamento da Segunda Guerra que ficaram enterrados no subsolo da cidade.

O Senado de Berlim acredita que o subsolo da capital alemã tem ainda cerca de três mil bombas aéreas de 250 quilos cada.

Fonte: Noticias UOL. 27 de maio de 2010

martes, 25 de mayo de 2010

A Batalha de Iwo Jima (Operação Detachment) foi travada entre os Estados Unidos e o Japão, entre fevereiro e março de 1945, durante a Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Como resultado da batalha, os EUA ganharam controle da ilha de Iwo Jima e os campos aéreos localizados nessa mesma ilha.

O combate foi intenso, em parte devido à preparação japonesa, e as tropas norte-americanas capturaram o ponto mais elevado da ilha, o Monte Suribachi, perdendo 6.812 homens. O motivo para a invasão de Iwo Jima era capturar os seus campos aéreos de modo a fornecer um local de aterragem e de reabastecimento para os bombardeiros norte-americanos no avanço para o Japão, enquanto também tornava possível a escolta dos bombardeiros por caças.

A imagem mais famosa desta batalha é o hasteamento da bandeira norte-americana pelos marines no cume do Monte Suribachi, que é a foto principal deste post.

Dois hasteamentos

Na verdade, ocorreram dois hasteamentos da bandeira, ambos registrados pelo fotógrafo Joe Rosenthal, que faleceu em agosto de 2006. O tenente-coronel em comando ordenou que fosse feito um segundo hasteamento, dessa vez com uma bandeira maior, para que ficasse mais visível para todos. A segunda bandeira tinha cerca do dobro do tamanho da usada no primeiro hasteamento.

foto original tirada por Joe Rosenthal

A foto do segundo hasteamento acabou se tornando uma das imagens mais famosas da Segunda Guerra Mundial e a mais bem explorada pela propaganda de guerra. A cena foi reproduzida em inúmeros cartazes e selos comemorativos. Essa foto rendeu um prêmio Pulitzer, o "Oscar" do jornalismo norte-americano, para Rosenthal. Fato semelhante na Segunda Guerra Mundial ocorreria no dia 30 de abril daquele ano: durante a batalha de Berlim, os soldados soviéticos hastearam duas vezes a bandeira da União Soviética no prédio do Reichstag (foi feito um segundo hasteamento porque o primeiro não havia sido fotografado).

Seis soldados participaram do hasteamento, mas na foto um deles não está visível. Três dos soldados que participaram do evento acabaram morrendo durante combates em Iwo Jima. Segundo relatos de veteranos, a bandeira hasteada elevou a moral dos combatentes norte-americanos na ilha. O fato foi comemorado, mas a batalha ainda estava longe do fim.

lunes, 17 de mayo de 2010

Coquetel Molotov

O coquetel molotov é uma arma incendiária geralmente utilizada em protestos e guerrilhas urbanas. A sua composição mais frequente inclui um líquido inflamável, geralmente petróleo ou gasolina e eventualmente um agente que melhora a aderência do combustível ao alvo, misturados no interior de uma garrafa de vidro, e pano embebido do mesmo combustível na mistura de pavio.

O nome deriva de um diplomata russo Vyacheslav Mikhailovich Molotov, e foi atribuído, por ironia, pelos finlandeses durante a invasão soviética na Guerra de Inverno em 1939. O Comissário de Relações Exteriores afirmou em programas de rádio que os soviéticos não estavam jogando bombas sobre os finlandeses, e sim lhes fornecendo alimentos. Esses últimos passaram a chamar as bombas de "cestas de pão de Molotov". e a denominar suas bombas artesanais de "Coquetel Molotov"

viernes, 14 de mayo de 2010

As medalhas de guerra da FAB

Cruz de Bravura

Medalha destinada a missões de guerra, criada pelo Decreto-Lei nº 7.454, de 10 de abril de 1945, alterada pelo Decreto-Lei nº 8.901, de 24 de janeiro de 1946, e regulamentada pelo Decreto nº 20.497, de 24 de janeiro de 1946.

Esta medalha é destinada a militares da ativa e da reserva da Aeronáutica que tenham se distinguido por ato excepcional de bravura. Até hoje, a “Cruz de Bravura” foi concedida a cinco Oficiais-Aviadores brasileiros que morreram na Campanha da Itália, atacando objetivos militares: Capitães-Aviadores Luiz Lopes Dorneles, Aurélio Vieira Sampaio e João Maurício Campos de Medeiros, Primeiro-Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva e Segundo-Tenente-Aviador (RC) Frederico Gustavo dos Santos.

Cruz de Sangue
Medalha destinada a missões de guerra, criada pelo Decreto-Lei nº 7.454, de 10 de abril de 1945, alterada pelo Decreto-Lei nº 8.901, de 24 de janeiro de 1946, e regulamentada pelo Decreto nº 20.497, de 24 de janeiro de 1946. São agraciados com a “Cruz de Sangue” os militares da Força Aérea Brasileira ou civis brasileiros que sirvam na FAB e que desempenharam com eficiência as missões de guerra e foram feridos em ação contra o inimigo. Esta medalha foi concedida a 13 Oficiais-Aviadores brasileiros, entre aqueles que participaram da Campanha da Itália.

Cruz de Aviação "Fita A" e "Fita B"
Entre os Oficiais que realizaram missões de guerra na Itália como pilotos, a “Cruz de Aviação” com uma palma foi concedida a um Oficial-Aviador; a de três estrelas, a 13 Oficiais-Aviadores; a de duas estrelas, a sete Oficiais-Aviadores; a de uma estrela, a 21 Oficiais; e a simples, a 16 Oficiais-Aviadores, de acordo com o número de missões de guerra realizado.

Sentindo a necessidade de distinguir também os Oficiais-Aviadores que realizaram missões de patrulhamento contra submarinos no litoral brasileiro, durante a Segunda Guerra Mundial, o Governo instituiu a “Fita B” para a “Cruz de Aviação”, em 1947.

Assim, a distinção passou a ser usada com a “Fita A” ou “Fita B”, de acordo com a missão desempenhada: na Itália ou no litoral brasileiro.


Medalha da Campanha da Itália
Medalha destinada a missões de guerra, criada pelo Decreto-Lei nº 7.454, de 10 de abril de 1945, alterada pelo Decreto-Lei nº 8.901, de 24 de janeiro de 1946, e regulamentada pelo Decreto nº 20.497, de 24 de janeiro de 1946.

Foi concedida a militares da ativa e da reserva que tenham prestado bons serviços na Campanha da Itália, sem nota que os desabone.


Cruz de Serviços Relevantes
Medalha destinada a missões de guerra, incluída pelo Decreto-Lei nº 8.901, de 24 de janeiro de 1946. Essa condecoração nunca foi conferida, mas é destinada aos Oficiais da ativa, da reserva e reformados e civis que tenham prestado serviços relevantes de qualquer natureza, referentes ao esforço de guerra, preparo e desempenho de missões especiais confiadas pelo Governo, dentro ou fora do País.

Medalha da Campanha do Atlântico Sul
Criada pela Lei nº 497, de 28 de novembro de 1948, e regulamentada pelo Decreto nº 26.550, de 4 de abril de 1949. A “Medalha da Campanha do Atlântico Sul” foi entregue a militares da ativa, da reserva e reformados e civis que se distinguiram na prestação de serviços relacionados com a ação da Força Aérea Brasileira no Atlântico Sul, no preparo e desempenho de missões especiais confiadas pelo Governo e executadas no período de 1942 a 1945.

Uma das condições essenciais para o agraciado receber essa medalha é ter cooperado na vigilância do litoral, no transporte aéreo de pessoal e material necessário ao sucesso da campanha, nos serviços relativos à segurança de vôo e à eficiência das operações dos aviões comerciais e militares.

miércoles, 12 de mayo de 2010

Tanque russo da 2 GM retirado do fundo de um lago depois de 62 anos !!!

Mesmo tendo ficado submerso por 62 anos, com uma "ajeitadinha" o motor movido a diesel começou a funcionar.

Um caminha Komatsu D375A-2 puxou um tanque abandonado do fundo do lago perto de Johvi, Estonia. O tanque soviético mod. T34/76A ficou estacionado no fundo do lago por 62 anos. De acordo com as especificações, é uma máquina de 27 toneladas que pode chegar à velocidade máxima de 53km/h.

De fevereiro a setembro de 1944, pesadas batalhas foram travadas na estreita faixa de 50 km de largura, na frente de Narva na parte noroeste da Estônia. Mais de 100.000 homens morreram e 300.000 feridos. Durante batalhas no verão de 1944,o tanque foi capturado pelo exército alemão, do exército soviético e usado pelo exército alemão.(Este é o motivo de estar pintado com as cores alemãs na parte externa do tanque) Em 19 de Setembro de 1944, tropas alemãs iniciaram uma retirada organizada ao longo da frente de Narva. Suspeita-se que deliberadamente jogaram o tanque dentro do lago, sendo abandonado quando os seus captores, os alemães, abandonaram a área.

Naquela época, um menino, habitante local, caminhando à beira do Lago Kurtna Matasjarv notou rastros de esteira de tanque em direção ao lago, mas sem sinais de saída. Por dois meses, em 1944, ele viu bolhas de ar saírem do lago. Isso lhe deu motivos de acreditar que deveria haver um veículo blindado no fundo do lago.

Na época, ele contou a história para os moradores na região e essa história permaneceu até os dias de hoje, sendo do conhecimento do chefe local do clube de história da guerra 'Otsing'. Junto com outros membros do clube, o Sr. Igor Shedunov iniciou pesquisas de mergulhos no fundo do lago aproximadamente um ano atrás a fim de encontrar o local exato do tanque. E foi na profundidade de 7 metros eles descobriram o tanque enterrado debaixo de 3 metros de camada de turfa.

Entusiastas do clube, com a liderança do Sr. Shedunov, decidiram puxar o tanque para fora. Em setembro de 2000, foram procurar o Sr.Mr Aleksander Borovkovthe, gerente da firma A.S. Eesti Polevkivi, para alugar a escavadeira Komatsu D375A-2, que desempenhou as tarefas de escavaçao do local sem maiores dificuldades.

A operação de resgate começou às 09:00 e foi concluída às 15:00, com diversas paradas técnicas. O peso do tanque em conjunto com a declividade dificultou o trabalho exigindo muito esforço. O D375A-2 teve que trabalhar com máxima potência, já que o peso do tanque, todo equipado com armamentos, chegava a pesar cerca de 30 toneladas. A preocupação era da escavadeira de 68 toneladas ter peso suficiente para não deslizar enquanto tracionava o tanque monte acima.

Fonte: Café Historia

viernes, 7 de mayo de 2010

August Von Mackensen e os Hussardos

Anton Ludwig August von Mackensen (6 de dezembro de 1849 — 8 de novembro de 1945) foi um marechal-de-campo da Prússia. Comandou com sucesso as tropas alemãs durante a Primeira Guerra Mundial e se tornou um dos mais importantes líderes militares do Império Alemão.

Mackensen morreu aos 95 anos e vivenciou o Reino da Prússia, o Império Alemão, a República de Weimar, o Terceiro Reich e ocupação aliada no pós-guerra, ou seja teve alegrias, mas também muitas tristezas, e pela longa vida que teve, foi uma testemunha privilegiada da história de seu país.

Nesta foto, Von Mackensen usa um tradicional uniforme hussardo.

Os hussardos referem-se à classe de cavalaria ligeira, de origem sérvia, mas subseqüentemente Hungara e imitada por vários países da Europa, que teve grande influência na estratégia militar dos séculos XVIII e XIX. Hoje, por razões tradicionais, algumas unidades militares ainda têm 'hussardo' como parte de seu título.

O Exército Português nunca teve regimentos oficialmente denominados de Hussardos. No entanto, era comum no final do século XVIII e princípios do XIX chamar Hussardos a algumas das suas unidades de cavalaria ligeira. Esse era o caso das companhias de cavalaria da Legião de Tropas Ligeiras ou de algumas companhias de cavalaria auxiliar do Brasil. Um regimento português que se pode considerar de Hussardos era o dos Voluntários Reais do Comércio a Cavalo, unidade de elite das milícias formada em 1808. Os Voluntários Reais do Comércio a Cavalo estavam equipados e fardados como Hussardos, no entanto nunca foram designados oficialmente como tal.

A caveira da SS (liderada por Heinrich Himmler) foi inspirada na caveira hussarda.

miércoles, 28 de abril de 2010

A banda Joy Division e os bordéis nos campos de concentraçao nazistas

Os nazistas obrigaram mulheres a se prostituir em um sistema de bordeis nos campos de concentração, visando a elevar a produtividade entre os prisioneiros na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A revelação foi feita pelo escritor Robert Sommer, que lança agora o livro livro Das KZ Bordell (O Bordel do Campo de Concentração). Segundo ele, o chefe de segurança de Adolf Hitler, Heinrich Himmler, montou os bordeis e criou um sistema de bônus que os prisioneiros dos campos podiam usar para comprar privilégios: cigarros ou sexo.

“Himmler acreditava profundamente na potência sexual dos homens. Pensava que o uso de bordeis poderia forçar os prisioneiros a trabalhar mais”, disse Sommer. O primeiro bordel foi criado no campo de concentração de Mauthausen, em 1942. Em seguida o programa foi levado a dez outros campos, incluindo Buchenwald, Dachau, Ravensbrueck, Sachsenhausen e Auschwitz.

O último foi criado em 1945, meses antes do término da guerra, no campo de Mittelbau-Dora, onde eram construídos foguetes V2.

Os guardas da SS (polícia política)não podiam frequentar os bordeis, que também eram proibidos para os judeus e os prisioneiros de guerra russos, disse Sommer. “Um prisioneiro alemão só podia procurar uma mulher alemã. Um prisioneiro polonês só podia ir a uma mulher polaca”, disse.

Cerca de 200 mulheres foram usadas como trabalhadoras sexuais, em sua maioria alemãs, mas também polonesas e ucranianas, além de uma holandesa.

Elas eram prisioneiras políticas e mulheres rotuladas pelos nazistas como “antissociais”, como mendigas, desempregadas ou alcoólatras. A SS recrutava mulheres que faziam trabalhos forçados, onde elas sabiam que não sobreviveriam muito tempo.

A banda pós-punk inglesa Joy Division

Joy Division foi uma banda pós-punk formada no ano de 1976, em Manchester, Inglaterra. A banda acabou em 18 de Maio de 1980 após o suicídio do vocalista e guitarrista, Ian Curtis.

O primeiro nome da banda era Warsaw, inspirado numa música de David Bowie "Warszawa" (do álbum Low). A banda Warsaw teve o seu primeiro concerto a 29 de Maio de 1977 como banda suporte de Buzzcocks e Penetration no Electric Circus.

Já existindo uma banda chamada Warsaw Pakt, decidiram mudar o nome da banda para Joy Division nos finais de 1977. "Joy Division" era o nome de uma casa de prostituição de uma série chamada The House Of Dolls (1965). Esse nome teve origem nos campos de concentração nazistas, e serviam justamente para designar a área reservada às prostitutas.

O album "An Ideal for Living", lançado pela banda em 1978 traz na capa uma ilustraçao que nos faz lembrar a Juventude Hitlerista:


É importante destacar que a banda Joy Division nao tinha simpatia ao regime nazista. Em uma entrevista nos 80, Stephen Morris declarou que a "obsessão" do grupo com o imaginário nazista veio de um desejo de manter viva a memória de sacrifício de seus pais e avós, durante a II Guerra Mundial. Ele argumentou também que as acusações de simpatia ao nazismo só fizeram que eles continuassem a utilizar este tipo de tema em seu trabalho, já que a banda sempre foi conhecida pelo seu estilo polêmico.

miércoles, 14 de abril de 2010

A Batalha de Berlim

A Batalha de Berlim foi uma das últimas batalhas ocorrida no teatro de guerra Europeu durante a Segunda Guerra Mundial. Ela foi resultado de maciça ofensiva soviética contra as forças alemães e de seus aliados no início de 1945. Seu planejamento previa o lançamento ao mesmo tempo de diversos ataques no leste da Europa, desde o Mar Báltico até a região dos Cárpatos, com o intuito de invadir os países ainda ocupados pelos alemães e, mais importante de tudo, chegar à Berlim e terminar a guerra antes que os aliados ocidentais entrassem na capital do Reich.

A batalha durou de abril 1945 até início de maio. Em um dos últimos dias da da batalha, Adolf Hitler cometeu suicídio. Poucos dias depois Berlim se entregava. Por fim, a Alemanha se rendeu seis dias depois do fim da batalha.

Após a morte de Hitler, e segundo os seus desejos no seu último testamento, o Almirante Karl Dönitz tornou-se o novo Reichspräsident e Joseph Goebbels no novo Reichskanzler. Contudo, o suicídio de Goebbels a 1 de Maio de 1945 deixou ao primeiro a tarefa de negociar a rendição da nação alemã. O alto comando alemão e a maioria das forças armadas alemãs renderam-se incondicionalmente aos Aliados a 8 de Maio de 1945. Embora algumas forças alemãs continuassem a lutar durante mais alguns dias, a guerra na Europa havia efetivamente chegado ao fim.

jueves, 11 de marzo de 2010

Posters do Eixo: LIBERATORS


"LIBERATORS"

Este poster produzido pelos alemaes em 1944 e distribuido na Holanda retrata os americanos como um "robot-monstro" que chega implacável para destruir a cultura européia.

miércoles, 10 de marzo de 2010

Senta a pua !!!!!

Senta a Pua! é o símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB), tendo suas origens na Segunda Guerra Mundial.

O símbolo foi criado pelo então Capitão Aviador, depois Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, Comandante da Esquadrilha Azul, e todos os elementos do símbolo tem uma explicaçao: .

- Faixa externa verde-amarela - o Brasil
- Quepe do avestruz - piloto da Força Aérea Brasileira
- Escudo - a robustez do avião P-47 Thunderbolt e proteção ao piloto.
- Fundo azul e estrelas - o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul
- Pistola - poder de fogo do avião P-47 Thunderbolt
- Nuvem - o espaço aéreo
- Fumaça e estilhaços - a artilharia antiaérea inimiga
- Fundo vermelho - o sangue derramado pelos pilotos na guerra

O avestruz, simbolo maior do Senta a Pua é um caso a parte, que merece uma explicaçao mais detalhada. Abaixo, reproduzimos o depoimento do seu próprio criador, o Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira:
"....E lá em Nova York era aquele bando de gente com aquele quepe branco, pareciam mesmo avestruzes, e ainda por cima comendo as coisas mais disparatadas para o brasileiro: feijão com açúcar, leite em pó, café ralo parecendo um chá ... Nós comíamos aquilo, e só mesmo um estômago de avestruz para agüentar a dieta. Bom, isso é só uma introdução para dizer que durante a viagem no Colombie alguém disse: “ Nós precisamos bolar o nosso símbolo”, e na discussão, disseram: “A coisa que mais nos caracteriza aqui é o fato de nós sermos ‘avestruzes', comendo essas coisas”.

Todos acharam uma boa idéia, e ficou a pergunta: “Quem é mais parecido com avestruz aqui?”. “O Lima Mendes”, concordou o grupo. Aí eu pedi para o Lima Mendes pousar um pouquinho, fiz a caricatura dele, depois adaptei a cara do avestruz e acrescentei as cores , tudo com um significado especial. Então veio o termo ‘SENTA A PUA' , trazido pelo Tenente Rui Moreira Lima. ‘Senta a pua' era um termo do Norte, e o comandante dele chamado Capitão Firmino, mais conhecido como Firmino da Paraíba , toda vez que ia entrar em ação, fazer alguma coisa, dizia: “Senta a Pua !”. O Rui sugeriu: “Que tal ‘Senta a Pua' ?” e todos concordamos.

Estávamos ao redor de uma mesinha no navio: eu, Lima Mendes, Rui, o Meira - se não me engano- então eu desenhei o símbolo. Tem a nuvem, que é o chão do avião, o vermelho que é o céu de guerra, o escudo que representa o cruzeiro do sul ... Armei o avestruz com uma pistola que era o “tiro”, depois botei o quepe. Quando nós entramos em combate e começamos a ‘levar tiro' dos alemães, fizemos mais um “flak” (explosão) estourando perto do avestruz. É essa a história do ‘Senta a Pua': muito simples e eu acho que engraçada também ... bem humorada. ”


domingo, 21 de febrero de 2010

Karl Dönitz, o último Führer do III Reich


Adolf Hitler, um dos personagens mais polêmicos do século XX, foi o grande Führer do III Reich alemao por 12 anos (1933-1945), mas nao foi o último. Pouca gente sabe, mas Karl Dönitz, o comandante da Kriegsmarine, a marinha alemã, foi o último Führer da Alemanha por 23 dias, após a morte de Hitler.

Durante os últimos dias do mês de abril de 1945, Berlim estava rodeada pelo exército vermelho e um constante dilúvio de bombas caiam sobre a cidade. Hitler se encontrava encurralado em um bunker situado debaixo do edificio da Chancelaria.

Acuado, e principalmente consciente de que seu fim estava próximo, Hitler convocou sua secretária Traudl Junge para ditar seu testamento político onde nomeava como seu sucessor no governo de Estado e da Werhmacht ao almirante Karl Donitz, deixando como missao continuar o combate contra o exército aliado. Hitler nomeou a Martín Bormann e Joseph Goebbels como testemunhas de seu testamento e aproveitou para expulsar formalmente a Göring e Himmler do partido e todas as suas funçoes, por traiçao.

Dönitz não iria tornar-se Führer, mas sim presidente da Alemanha, um posto que Hitler havia abolido anos antes, e Joseph Goebbels, líder do estado e chanceler. Entretanto, depois que Hitler cometeu suicídio, em 30 de abril de 1945, Goebbels fez o mesmo no dia seguinte, e portanto Dönitz acabou acumulando os dois cargos, por esta razao, muitos autores o reconhecem como um Führer de fato.

Dönitz exerceu o cargo até ser preso por tropas britânicas em 23 de maio de 1945. Tinha ele efetuado um esforço enorme na tentativa de fazer com que tropas alemãs rendessem-se aos americanos e não aos soviéticos, dado o medo alemão de uma possível vingança soviética.

Durante os Julgamentos de Nuremberg, Dönitz foi acusado de promover uma guerra agressiva, conspiração para promover guerra agressiva e crimes contra as leis da guerra. Dönitz foi considerado culpado das acusações de "crime contra a paz", pelo qual ele foi sentenciado a 10 anos de cadeia, na prisão de Spandau, em Berlim Ocidental.

Suas memórias, Dez Anos e Vinte Dias, apareceram na Alemanha em 1958, e foram lançadas em inglês no ano seguinte. No decorrer de sua vida, sua reputação foi reabilitada, em grande parte. Dönitz fez tudo o que podia para responder correspondências e cartões autografados para outros. Quando morreu, em 24 de dezembro de 1980, muitos de seus ex-subordinados e outros oficiais navais estrangeiros foram ao funeral, em 6 de janeiro do ano seguinte.